Gato Mago
Gato Mago ¡Arre, que não podia mais! O pobre Mago saíra das ondas sem saber quem era, para onde ia, nem como lá chegara. Desembarcou numa praia perto da cidade e, ao sair do mar, sentiu a areia lamacenta nas suas patas e todo o peso do seu pelo molhado. ¡Arre, que não podia mais! O pobre gato quase rastejava. Não recordava o porquê de tantos males terem recaído sobre si. Naquele momento, ansiava conseguir voltar a casa. Não demorou muito até que encontrasse a moradia de um pescador que, depois de alimentá-lo, o despediu. As ruas estavam escuras. O vento frio soprava forte. Mago correu para o centro da cidade sem ter noção do tempo. Procurava calor na madrugada, porém em vão. A cidade estava vazia e calada. Apenas a lua a iluminava. De repente, notou que o luar e a sequência da altura dos prédios eram cada vez menores, deixando-o à mercê dos seus outros sentidos. Foi então que descobriu um lugar que lhe pareceu confortável para se deitar. O sítio era gélido, levemente incli...