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Brígida Cruz, a mulher de duas caras

Olá queridos amigos, Como me foi pedido falo-vos um pouco de Brígida Cruz, uma senhora altiva, relativamente jovem, deve ter os seus 30 anos, na sua casa só habitam meninas que vêm para Lisboa estudar e não têm como pagar a sua estada divertindo por isso outros jovens com 'histórias' deleitantes. Ninguém sabe de onde vêm tais contos, todos parecem iguais mas o mais importante é que todos caiem. Apesar disso, Brígida tem um coração de ouro, não é capaz de ver ninguém sofre r.   A inda no outro dia ao passar pelo Chiado vi -a  sentada ao lado de um mendigo perguntando-lhe se quereria comer, mas ele não lhe respondeu .  Ela, delicadamente, levantou -se e foi à Brasileira, local fino onde só as pessoas abastadas podem conviver .   T odos a conheciam , e ficaram admirados com o seu pedido .   E ra um PAPO SECO com MANTEIGA, algo que normalmente não se pede na pastelaria de Fernando Pessoa, mas bem , ela não se importou e voltou a descer a rua e reencontr...

Sonhos, as flores que tenho em mim

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Poema espontâneo de Luís M. Silva

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Haicai de Luís M. Silva

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Uma rima

Rimar é estúpido É fútil Só porque soa bem não quer dizer que queira dizer algo Um funil Palavras aleatórias sem conexão Juntas só porque têm a mesma terminação Um carro fuma um charro porque é parvo Eu escolho seguir a lógica Onde tudo faz sentido Tudo estruturado encadeado emparelhado interligado Inter de Milão cão pão chão PARA. Não, recuso-me a pertencer a ti Recuso-me a pertencer a este mundo onde está tudo misturado E não existe Verdade Onde o caos reina e o certo e o errado e o bom e o mau e o mais ou menos e o menos ou mais e o irrelevante e os elefantes aí sim está tudo junto sem separação possível, nem mesmo por um mísero verso.  Mas parece que não tenho escolha Parece que acabamos todos por entrar neste mundo filósofo ou trolha Tanto tempo dedicado à procura de uma Verdade que, Na verdade, é mais frágil que uma folha Mesmo assim, não desisto. Com o resto das minhas forças vou fabricar uma máquina Capaz de analisar, si...

Poema sobre os sentimentos relativos à viagem à Polónia

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O escritor e o leitor

Um escritor expõe O seu ritmo, as suas palavras Um leitor pressupõe Sentindo com as suas mágoas  Opiniões difundem  Palavras entrelaçam Almas correspondem  Sentimentos realçam Um escritor expressa Sua criatividade inclusiva Um leitor depressa Constrói uma opinião erosiva  Cada um tem o seu ritmo A sua forma de expressar  Para quê fazer alarido Se o ritmo de um escritor não podes mudar? Carolina Santos

Ousarão os mares

ousarão os mares enfrentar tal força terão eles o destemor que a ela transborda genuíno impulso é vento que remoça é bonança que se ergue é poder infinito é vontade de ser desenganem-se os mares desistam do afronte tardará em descansar esta rajada sonial João Miguel Simões

Não sei o que isto é

Não sei o que vou escrever honestamente, ninguém sabe. Neste momento ninguém sabe nada, mas sabem tudo. Tudo porque todos são entendidos. Em quê? Não sei. Ninguém sabe. Isto tudo nem faz muito sentido, mas também não tem de fazer. Como não se sabe nada, não se sabe o sentido das coisas. Só as coisas agora têm sentido. As pessoas deixaram isso para trás, perderam os sentidos. Não sentem. Também não querem sentir. Sinto-me assim, portanto. Mas não sei se sinto de todo.

Mas porque o amor...

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Aldeia global

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Há beleza nisto

«e há beleza nisto como em tudo o que é discreto»  - António Souto há beleza neste por resolver há beleza nesta incerteza somos como rio sucinto às margens a viver de limites já viram a beleza nisto transbordou o rio e inundou o mundo é mais complexa a auréola daquilo que é infirme faz exaltar a procura e há beleza nisto João Miguel Simões

Amizade

Morbidez Às vezes sinto um amor ardente Que passado o ruído imprudente Me destrói internamente. Só mal-me-quer Ao acaso minha vida é deixada. Descuidada. Em qualquer lado. Em qualquer instante. De modo indiferente. Desinteressante. Parece sempre uma faca Que corta a minha alma Com agulhas na ponta Depois todos se riem De uma forma desinteressada Na tristeza dos outros. Inocência Sempre me lembro De como era ser criança, Criança prudente E inocente… Todos perdoavam E amizade eterna. Com estes sei que posso contar E que eles iriam por mim ao mar Naufragar e sei que por eles e pelos outros Com muito prazer o faria… Lembro-me de nossos pais Gostarem de nos ver Na rua, na praia ou no jardim Sempre com um sorriso na cara E com muita amizade espalhada. Mas com isto vejo que hoje Os outros não sabem O que é a verdadeira amizade. Não se sabem valorizar Que lá esta sempre para ajudar Parece que se esquecem Do verdadeiro significado Da grande palavra ...

A sociedade

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Águas passadas

Sabes que é saudade Mas no fundo é verdade -Tu o viveste- É o teu mundo mergulhado É lembrança de um passado, Passado escuro de lembrança E saudade… Saudades das águas Mal navegadas, Onde perecem as conchas Que no seu soar Ressoam lembranças Saudades e esperanças. Filipa Coelho